10 coisas que aprendi ao me tornar Mãe



Ser mãe é uma arte! É a arte de reinventar-se, de rever conceitos e prioridades. A mudança começa no momento em que o resultado do exame de gravidez é positivo, mas só se concretiza com nascimento do(a) filho(a). Antes de ser mãe o que temos é teoria, acreditamos que seremos assim ou assado, mas na prática tudo é tão diferente!

Descobrimos verdades até então desconhecidas. Vivenciamos situações que jamais imaginávamos. Abrimos nosso coração e mente para um mundo totalmente novo e fantástico!

Antes de ser mãe eu não sabia que...

1. A amamentação não é tão simples quanto parece.

No início do processo de amamentação passamos por uma adaptação, é preciso observar se a pega do bebê está correta. O bebê precisa estar bem posicionado para a amamentação, abocanhando bem aréola (mamilo) e o bico do peito. Além disso, o emocional da mamãe é fundamental para a produção do leite.

Não existe leite fraco ou forte! No início da vida, o bebê quer mamar o tempo todo porque está aprendendo a mamar, ele se cansa, repousa um pouco e depois volta a mamar. Além disto, o bebê mama toda hora por que aprecia e precisa do contato com a mãe.

Dito isto, é natural que a amamentação seja em livre demanda e não como os médicos ditam de 3 em 3 horas. A amamentação em livre demanda fortalece o vinculo mãe-bebê, além de saciar a fome, sacia a necessidade emocional e de aconchego do bebê.

2. Visitas são muito bem-vindas depois do primeiro mês

Receber visitas é muito bom, no entanto, o primeiro mês é um período de adaptação entre a família e o bebê e a mãe ainda está se reestabelecendo do pós-parto. Passado o primeiro mês o bebê já recebeu as primeiras vacinas, está desenvolvendo cada dia mais seu sistema imunológico e fica mais tranquilo receber as pessoas queridas.

3. A sensibilidade fica a flor da pele

É tão interessante como nos vemos frágil e sensível com o nascimento do(a) filho(a). Nos primeiros meses, justamente os de adaptação, somos invadidas por um sentimento de que não vamos dar conta, é tanta demanda e tanto cansaço, parece que não vamos aguentar. As lágrimas surgem do nada, um olhar "torto" já é suficiente para nos fazer chorar. Tudo parece crítica, o que mais ouvimos é palpite e, com a sensibilidade a flor da pele, mais atrapalha do que ajuda.

Outro dia uma mãe de recém-nascido me perguntou se era verdade que depois dos três meses realmente seria mais tranquilo. Eu respondi que sim. Parafraseando Caio Fernando Abreu, nos primeiros meses "nossa vida vira do avesso e depois descobrimos que o avesso é o lado certo".

4. Existia cansaço e falta de tempo

Antes de ser mãe, eu literalmente não sabia o que era cansaço e falta de tempo. Como aprendemos a valorizar cada minuto e percebemos que antes tínhamos era muito tempo, talvez mal aproveitado. Tomar um banho demorado, dormir tranquilamente horas seguidas são nossos maiores desejos, que parecem quase impossíveis. Cansaço, então, antes era uma sombra do cansaço que sentimos após nos tornarmos mães, agora damos conta de ser mãe, da casa, do esposo, do trabalho e tudo com maior amor do mundo, sem reclamar. E o melhor de tudo é que basta um sorriso e um abraço do(a) filho(a) para renovar as energias e recomeçar. E eu que pensava que não sobreviveria sem dormir 08 horas por noite, "sabe de nada inocente"...

5. Anular-se é inevitável

Eu achava estranho as mães se descuidarem após o nascimento dos filhos, sempre pensei que comigo seria diferente. Mas o filho se torna nossa prioridade e acabamos nos deixando para o segundo plano, senão para o último plano. A vaidade deixa de ser importante e não temos nem tempo de pensar nela.

É importantíssimo não nos esquecermos de nós mesmas e passado os primeiros meses temos que nos cuidar e ficarmos atentas a nossa autoestima. Mãe feliz = bebê feliz!

6. Mudamos completamente nosso foco

Sempre escutei minhas amigas mamães dizendo isto e achava um exagero. Agora entendo bem como o foco muda completamente. Seja no shopping ou na internet nosso olhar se volta completamente para coisas de criança, é instantâneo. A vitrine que passa nos chamar atenção são as de roupas e artigos infantis ou brinquedos, não mais as lojas de moda ou bolsa.

7. Meu filho também faz birra

Quem nunca recriminou mentalmente uma criança fazendo birra e seus pais, que atire a primeira pedra. Ao ser mãe entendemos que é um comportamento normal da criança, claro que a criança precisa de limites, mas isto não impedirá aquele choro escandaloso quando ela se sente frustrada. A birra irá aparecer quando a criança quiser algo e não puder ter ou fazer, independente da educação que esta recebendo dos pais. Embora a criança desde cedo precise do "não", até os três anos ela ainda não tem maturidade para aceitar a negativa e vez ou outra ela fará birra sim. Normalmente os momentos mais críticos são quando o "não" acontece quando a criança está com sono ou fome.

8. Ser mãe é a arte de pagar língua

Todas as mães são perfeitas, até se tornarem uma. Li esta frase em algum lugar e a considero apropriadíssima. Dar palpite (ainda que mentalmente) é muito fácil e cômodo, mas na prática as coisas são completamente diferentes. Muita coisa que você via e condenava passará a fazer, simplesmente porque faz parte da relação mãe e filho ou da fase que esta vivendo. Ao ser mãe você passa a ser alvo do olhar e julgamento das pessoas. No início achamos estranho e exagerado a preocupação das pessoas com o que fazemos ou deixamos de fazer, mas depois achamos é graça.

9. Somos julgadas por qualquer motivo

De repente parece que nos tornamos o centro das atenções e sempre aparece uma pessoa (conhecida ou não) para apontar o dedo. É incrível como as pessoas se acham no direito de palpitar e até mesmo condenar de alguma forma. Opinião cada um tem a sua, mas custa lembrar que, em se tratando da maternidade, cada mãe sabe o que é melhor para o seu filho. Ninguém é menos mãe ou mais mãe por isto ou por aquilo.

Ao nos tornamos mãe tudo é motivo para olhares condenatórios: Parto normal ou cesárea; Amamentar ou oferecer mamadeira em público; Colo, sling, canguru ou carrinho; Criança solta correndo, os pais segurando pelo braço ou usando mochila guia; bebê comendo comida saudável ou papinha industrializada (mesmo que seja muito esporadicamente); se você deixa comer biscoito recheado ou não (mesma coisa com doces, suco industrializado ou refrigerante); e por ai vai...

Aqui cabe bem a belíssima frase de Clarice Lispector "Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter... calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida."

10. Cada criança é uma criança

Todo mundo sabe disto, mas quando se trata de comparar as crianças fazem questão de esquecer. Cada criança é única e tem seu ritmo de desenvolvimento, sua personalidade, seu jeito de ser, não estamos criando um robô. Que idade engatinhou, que idade andou, que idade falou, que idade os dentes nasceram? Qual a importância disto daqui alguns anos? Deve ser tanta que se não anotamos esquecemos. Comparar a criança é anular sua singularidade e ter uma expectativa irreal sobre seu desenvolvimento.


Poderíamos ficar horas conversando sobre as mudanças após a maternidade. Cada mãe tem "sua lista" de aprendizado, certo é que amadurecemos muito, aprendemos a enxergar as coisas de outro ângulo e a valorizar mais a vida e seus momentos. Ser mãe é um desafio e acima de tudo é uma delícia!

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