Flácida, atrevida, feliz e mãe do Theo



Era uma vez uma baleia feliz, um bolinho de arroz dormido que sempre esteve acordado, uma fofa gostosa, uma cara de biscoito trakinas sempre sorridente, era uma vez eu, Vanessa, com pouco mais de 136kg. Sempre sorridente, mas com vontade de ser menos, bem menos, quase nada..rsrsrs

Depois de muitas dietas, exercícios, remédios, shakes e fórmulas para emagrecer, depois de vestir tamanho 56 e não encontrar uma calça que servisse, depois de dores nos joelhos e depois de agarrar na roleta do ônibus, resolvi fazer a gastroplastia (redução de estômago).

Minha cirurgia foi em março de 2012 e de lá para cá 63kg saíram de mim como uma pessoa que se divide em duas e deixa a alma na parte pelancuda...rsrsrs


Ouvi gente apoiando e gente criticando; li histórias de sucesso e outras de morte ou suicídio; tive medo, medo de morrer, medo de passar mal "forever", medo de não emagrecer, medo de me tornar uma pessoa triste, medo de não ser mais feliz...

Com essa introdução que mais parece o rascunho do salmo 139, esclareço o motivo pelo qual me tornei mãe! Ué! O que uma coisa tem a ver com a outra? Vou contar...espera aí, gente ansiosa!

Não engravidava por estar acima do peso e nem ia ao médico pois sabia que nenhum me apoiaria, uma vez que seria, de fato, uma gravidez de alto risco. Em janeiro de 2014, após ter eliminado aquele "pequeno" excesso do meu corpo, engravidei do Theo! Que maravilha! Quanta alegria! Que benção sentir aquele serzinho mexendo dentro de mim!

Mais uma vez traçaram meu futuro: uns diziam que eu engordaria tudo de novo, outros que eu não tinha vitamina nem pra mim e não teria para o bebê, os mais otimistas diziam que eu engordaria sim, mas depois emagreceria de novo! Graças a Deus meu filho nasceu saudável, não tivemos anemia, minha gravidez foi tão abençoada que nem enjoo eu sentia e pasmem... as calças de antes da gravidez estão largas! Quer o tamanho? 40!

Optei pela Cesárea, não porque sou medrosa( não mesmo, afinal cortaram um pedaço do meu estômago, outro do intestino e hoje tenho um cotoco e uma mini tripa...rsrsrs). Fomos muito bem cuidados no hospital. Não posso deixar de contar que soltei um pum após esperar horas para ficar sozinha e a enfermeira entrou no quarto em seguida e ainda anunciou a próxima medicação com um sorriso: _ supositório! Coitada! Nunca mais vi a moça!


Hoje o meu Theo está com 7 meses, gripadinho pela primeira vez, parei de escrever três vezes para dar um colinho, pois acordou chorando e a babá eletrônica anunciou a minha pausa - peço desculpas pelo texto desconexo com essa justificativa...rsrsrs - colinho não denga, acalenta!

Preciso dizer para todas que estão tentando, para todas que estão esperando seus anjos e para todas que são mamães inexperientes como eu: sigam seus instintos! Saberemos sempre o que deve ser feito. Nosso coração guarda esses detalhes, essas histórias, esses sonhos! Chegou a nossa vez e eles dependem da gente, daremos conta!

Não deixe que ninguém tire de vocês a oportunidade que estão tendo de colocar em prática a maternidade; não permita que tomem decisões por vocês; dar ou não danoninho, continuar ou não amamentando, deixar dormir na sua cama ou no bercinho; quem decide é você! E cada um que viva sua própria experiência e ouça seu coração!

Temos nossos momentos de tristeza, nossas inseguranças, nossos medos, mas quem não tem? Deixa de ser boba, menina! Somos ótimas mães, você também será uma ótima mãe!

A vida é feita de experiências!

O balanço disso tudo que vivi é uma barriga flácida, peitos que varrem e sentem a temperatura do chão a cada vez que tiro o sutiã, tenho meia dúzia de fios de cabelo (pareço o Smigol do filme O Senhor dos anéis), um bumbum que foi embora na outra parte do corpo que partiu, mas posso contar um segredo? Sou a mulher mais feliz do mundo!

A cada sorriso do meu Theo, a cada baba que escorre daquela boquinha linda e a cada olhar de gratidão enquanto amamento, só tenho a agradecer a Deus, ao mês de setembro, a primavera e a vida pelo amor maior que um dia trouxeram pra mim!