Quem disse que 2 é o número ideal?



Desde que Davi nasceu, escuto constantemente as mesmas perguntas: "-Você só tem ele?" "-Vai querer outro?""Já está encomendando outro?". Fora as dicas infalíveis que recebo (sem pedir) para que a próxima gravidez seja de uma menina.

Normalmente apenas acho graça. Mas esta semana escutei estas mesmas frases duas vezes. Escutei de uma querida amiga. E também escutei de uma desconhecida, que tem três filhos e, mesmo eu dizendo que provavelmente não, ela continuou seu discurso de que não posso esperar muito senão terei dois filhos únicos.

Então comecei a pensar porque o número de filhos incomoda tanto as pessoas. Esta é uma questão e, muitas vezes, uma escolha do casal. Cada um sabe onde lhe aperta o sapato, sabe quais são as prioridades quanto a criação e a própria vida. Simples assim. Por que a sociedade se preocupa tanto com isto então?

O casal mal casou e as pessoas já indagam sobre quando terão filhos e quantos pretendem ter. Nasce o primeiro e a pergunta muda um pouco, mas continua no mesmo foco, quando vem o irmãozinho. Agora quando a família tem três filhos, muitos se assustam e acham loucura. Ok e o que as pessoas têm com isto? Nas três situações o que importa são as decisões do casal.


A maternidade é uma bênção, tem seus desafios e suas alegrias, mas não pode ser baseada no querer dos outros. A sociedade incorporou a ideia de que filho único é mimado, dependente e blábláblá, mas nem sempre é assim, vai depender muito da criação. Ser mimado não está relacionado ao número de filhos e sim a forma como os pais lidam com o filho.

As pessoas muitas vezes perguntam, mas não se agradam quando a resposta é contrária ao que elas acreditam ou esperam. Quando respondo que provavelmente não (olha que meu não ainda não é taxativo, porque considero esta questão muito relativa), percebo um certo espanto. E já cheguei a ouvir "-Mas você não ama ser mãe?". Amo e muito, o fato de optar por ter apenas um filho não significa o contrário.

Confesso que eu era adepta desta pergunta, acho que por hábito. Mas depois de me tornar mãe, compreendi que ter ou não mais filhos envolve muito mais do que simplesmente querer. Assim como compreendi também que muitas vezes repetimos padrões sociais sem nos questionarmos.

A quantidade de filho não diz o quanto você ama ou não sua maternidade e a sua família. Sendo assim, que a quantidade de filhos (se nenhum, um, dois, três, quatro,...), assim como todas as outras escolhas da maternidade, seja a que o seu coração desejar! Ah e sem esquecer que no meio do percurso podem surgir surpresas e um número de filhos maior do que o imaginado, por determinação da genética e não apenas do nosso querer.

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