Quando nasce um bebê



Na gestação, temos tempo de sobra para idealizar uma Maternidade já tão idealizada pela mídia. Ao fazermos o enxoval, depositamos no cômodo recém decorado da casa, todas nossas expectativas. "- Meu filho não vai usar bico, só vai dormir no berço, quando ele chorar vou esperar um pouco para pegá-lo para ele não ficar mal acostumado, não vai fazer birra, vou acostumá-lo a dormir a noite toda, vai mamar de 3 em 3 horas, não vou me privar de nada por ele(...) - Meu filho, meu filho, meu filho!"

Sejam quais forem os pensamentos de uma gestante de primeira viagem, quando o bebê nasce, nos sentimos perdidas, porque o que idealizamos está longe de ser uma maternidade real. Sabe aquela história, eu era uma boa mãe até me tornar uma...

Principalmente quando somos mães de primeira viagem, a primeira semana é um caos (como bem me alertou minha obstetra). Na primeira semana do bebê, nos deparamos com um serzinho lindo, apaixonante e frágil. Nos sentimos perdidas sobre o que fazer, como fazer. Não é raro sermos inundadas com uma imensa dúvida se daremos conta de cuidar do nosso baby. A vida vira de cabeça para baixo!

Uma amiga, também psicóloga, havia me alertado que ao ganhar o bebê, a gente chora por nada, o tempo todo. Foi bom ter me alertado sobre isto, pois os sentimentos nesses primeiros dias são tão contraditórios, a impressão é que estamos enlouquecendo.

Hormônios a flor da pele, privação de sono, início de uma nova rotina de amamentação (que no início é puxada), foco total no bebê, palpites enlouquecedores e, na nossa frente, no meio deste turbilhão de sentimentos e pensamentos, um bebê gracioso que tudo o que precisa é de amor e de sua mãe disponível para amá-lo!

A mãe por sua vez precisa de apoio. Apoio real, sem cobrança, sem críticas, sem invadir o momento tão precioso de ter se tornado mãe.

Aos poucos vamos nos adaptando a nova vida, vamos criando o vínculo necessário para entendermos melhor as necessidades do bebê. Aos poucos nos empoderamos e entendemos que somos a melhor mãe que nosso filho poderia ter e aprendemos que seguir o coração é sempre a melhor opção!

Os três primeiros meses são os mais difíceis, talvez o tempo necessário para nos adaptarmos a nova vida, a nova rotina. Aos poucos tudo vai chegando no lugar, nunca mais será como antes, mas mesmo em meio aos novos desafios e constantes surpresas, ser mãe é algo maravilhoso, um amor inexplicável!

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