Julgamentos Maternos



As Redes Sociais facilitam os julgamentos e a oposição dos pontos de vistas. Nós, Mães, já somos alvos frequentes de críticas e não é raro entrarmos neste mundo virtual de verdades absolutas.

Semana passada li uma reportagem tristíssima sobre uma tragédia com um bebê de quatro meses no seu primeiro dia de adaptação na creche. Na postagem em uma página do Facebook fiquei curiosa com os mais de 300 comentários, e resolvi ler alguns.

Qual não foi minha surpresa quando vi que boa parte destes comentários transformaram-se em julgamentos das próprias mães que estavam comentando. Li poucos comentários, mas o suficiente para refletir em como perdemos facilmente o foco.

Os comentários que li não falavam sobre a reportagem, mas sobre a escola que se tem ou não coragem de matricular o filho, até discussão sobre introdução alimentar com 4 ou 6 meses surgiu.

Não eram simples comentários. Cada mãe defendia seu ponto de vista tão vigorosamente como se fosse um concurso de melhor mãe e aproveitavam para afilnetar quem não pensava da mesma forma.

Ao me tornar mãe percebi como tudo é relativo. O que é bom para sua família, pode não ser para minha. O que funciona com seu filho, pode não funcionar com o meu. No meio de tantas teorias e de tantas receitas de maternidade ideal, o que a prática comprova dia após dia é que cada criança é única, com suas particularidades e seu próprio tempo.

Precisamos nos respeitar mais. O que vejo no mundo virtual e, principalmente, no mundo materno é uma competição desnecessária. Perde-se muito tempo tentando provar o que? e para quem? Sua felicidade, sua família, a criação de seu filho diz respeito a você. Claro que todas as nossas ações terão um reflexo na vida de nossos filhos, mas isto também diz respeito a cada família. Cada mãe cuidando do seu filho, respeitando as outras mães, por um mundo mais compreensivo e de menos julgamentos.